Com dois anos, perto da minha companheira: a TV.

Ela nasceu numa sexta-feira 13, em Santos, São Paulo. Aos três anos, mudou-se para Boa Vista, Roraima. Desde os seus primeiros anos de vida, a TV sempre esteve ligada. Foi assim, que aquela pequena caixa mágica, tornou-se sua companheira. Durante a infância, a mesinha da sala era a sua bancada de telejornal e os textos de uma revista eram as notícias em primeira mão. Mas, diferente da música dos Titãs, a TV não a “deixou burra, muito burra demais”. Então, aos cinco anos, ela começou a 1a série.

Na escola, ela acumulava notas altas e disputava com a prima quem tirava mais 10. Na quarta série, ela foi diagnosticada com Escoliose. No ano seguinte, começou a usar o Colete de Milwaukee. Mas, com aquela parafernalha, ela conseguiu ter uma fama indesejada, sendo conhecida como “A menina que usava o aparelho”. Daí em diante, ela percebeu que a sua vida não seria a mesma e teve uma amostra de como as palavras podem ser cruéis. Assim, foi chamada de Robocop, andróide e outros apelidos maldosos. Talvez, por todos estes casos, nunca gostou, nem teve interesse em ver o tão afamado policial nos cinemas.

Ela era a perfeita nerd: gostava de estudar e tinha algo para alguém tirar sarro. Mas, os professores dela não eram só elogios. Eles reclamavam de sua tagarelice, característica que a acompanha até hoje. O fato é que, mesmo sendo “faladeira”, ela foge dos holofotes como foge da cruz.

Aos 16 anos, ela terminou o Ensino Médio com o desejo insano de ir para a Faculdade de cara. Porém, a sua ansiedade e a sua vontade foram tão intensas, que na hora da prova, não conseguia ler uma questão. Resultado: não passou.

Passado o baque e a decepção, resolveu tentar mais uma vez e em 2002, começou a estudar Ciências Biológicas. Adorou as primeiras disciplinas, os amigos, mas percebeu que, adorava ler sobre ciência, não exercê-la. Foi aí que as memórias pueris se cruzaram com o presente. Resolveu prestar vestibular para Comunicação Social. Encontrou-se em jornalismo e na sua infinidade de saberes.

Depois de formada, ela encucou estudar Letras – Inglês, não pode continuar o curso, apesar de adorá-lo. E, por fim, Direito, que desistiu após quatro semestres.

Um ano após sua saída oficial da Universidade Federal de Roraima (UFRR), retornou à instituição, desta vez, como servidora. Já trabalhou por mais de 6 anos no Núcleo de Rádio e TV da UFRR. Atualmente, está lotada na Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Extensão.

Abraçou o jornalismo de vez e, por adorar tecnologia, fez especialização em Jornalismo Digital (Uninter). Porém, estudar a linguagem como comunicadora não era o suficiente. Era preciso embarcar neste universo de forma mais profunda. Esta imersão no vasto campo da linguagem durou dois anos, quando terminou o Mestrado em Letras, também pela UFRR.

Como você pode perceber, ela foge de estereótipos. Ama TV, mas “todas as coisas que ela pensa não lhe parecem iguais”. Ama falar, mas não gosta de ser o centro das atenções. Ama viajar pelo mundo, mas não é rica. Ama feminices, mas não é fútil. Por causa disso, não tem como descobrir quem é ela, porque ela ainda está em busca do que é. O que posso dizer, por hora, é que o nome dela é Raphaela. Ela tem 32 anos. É casada há quatro anos com um anjo na Terra, a quem chama carinhosamente de Príncipe. Tem uma família amorosa e adora fazer novos amigos. Criou este espaço como uma válvula de escape, uma forma de expressar seus sentimentos e emoções. Contar histórias, dar dicas, falar sobre seus assuntos favoritos.

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Comentários

2 Comentários em Quem é ela?

  1. João Marcelino Avozdopovo
    19 de setembro de 2017 at 11:01

    Raphaela, adorei seu texto e gostaria de tê-la como parceira no nosso portal do Marcelino.
    Qualquer coisa, se for do seu interesse, me dá um OI: 095991115011.
    Marcelino

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    • Raphaela Queiroz
      18 de outubro de 2017 at 14:01

      Oi, João! Tudo bem? Muito obrigada! Fico feliz que tenha gostado! Vamos conversar! 😊 Vou salvar o seu número! Abraço

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